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| SETOR PEDAGÓGICO
-> ATIVIDADES PEDAGÓGICAS |
| Atividades da
Vida Diária (A.V.D.) |
Descrição: as dificuldades
da vida diária é sem dúvida,
um dos grandes prejuízos acarretados pela
cegueira e se não for devidamente considerada,
levará o indivíduo à contínua
dependência. O desenvolvimento das habilidades
necessárias para realização
das atividades cotidianas constitui um dos aspectos
mais importantes.
Objetivo: desenvolver os sentidos remanescentes,
mediante atividades funcionais contextualizadas,
a fim de que o aluno se torne auto-suficiente para
alimentar-se, vestir-se, executar as tarefas rotineiras
do lar, conviver adequadamente e participar em sua
comunidade.
Público Alvo: deficientes
visuais totais e de visão subnormal, desde
que apresentem insegurança ou dificuldades
para realizar atividades de rotina (para alunos
de ingresso recente, acima de 14 anos)
Período de realização:
as atividades mais comuns são repassadas
pelo professor aos alunos para avaliar o domínio
das situações de auto cuidado. O atendimento
é realizado em grupo ( individual quando
necessário) de acordo com as características
e necessidades. O planejamento é individual
e busca desenvolver posturas, habilidades e rotinas
na vida diária de cada um.
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| Braille |
Descrição: o ensino da metodologia
Braille visa a alfabetização, o conhecimento
da técnica de leitura e escrita, manejo da
reglete e máquina Perkins e a utilização
do conhecimento através dos exercícios
de leitura e escrita.
Objetivos: domínio da técnica
para ter acesso à informações
através da leitura e/ou para aplicar aos conteúdos
constantes do ensino regular.
Público alvo: deficientes
visuais totais.
Período de realização:
tempo provável para se apropriar da técnica
é de tres anos, porém depende do perfil
de cada aluno. O planejamento é individual,
respeitando o rítmo de cada um e privilegiando
os conteúdos escolares caso estejam engajados
em outras atividades escolares, sociais e culturais.
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| Educação
Física e Recreação Infantil |

Descrição: as atividades desenvolvidas
na educação física adaptada ao
deficiente visual são semelhantes àquelas
destinadas aos alunos videntes, uma vez que o movimento
corporal é inerente ao homem desde o seu nascimento.
O deficiente visual apresenta uma defasagem na área
psicomotora ( esquema corporal; equilíbrio;
expressão corporal e facial; mobilidade, lateralidade,
noção espaço - temporal e respiração)
em função de sua limitação
sensorial.
Objetivo: a educação
física e a recreação infantil
tem por objetivo possibilitar aos alunos deficientes
visuais, o desenvolvimento de habilidades psicomotoras,
pois através da prática dos exercícios
eles percebem o valor do próprio corpo e começam
a vivenciar experiências até então
desconhecidas por falta de um "modelo" visual,
falta de estímulo por parte das pessoas de
seu convívio e, principalmente pela insegurança
em relação a suas possibilidades de
ação física, o que acarreta dependência,
apatia, isolamento, desinteresse pela ação
motora, sentimento de menos valia, auto confiança
prejudicada e dificuldade de se relacionar consigo
mesmo, com as pessoas e com o ambiente.
Público
alvo: deficientes visuais totais e de visão
subnormal que não freqüentam o ensino
regular. Para a recreação infantil,
é indicada aos alunos da educação
infantil – pré-escolar.
Período de realização:
as aulas de educação física são
ministradas em grupos de aproximadamente 6 a 8 alunos
. Cada grupo é atendido duas vezes por semana
com duração de cinqüenta minutos
cada atendimento. Além dos atendimentos em
sala com uso de aparelhagem própria para os
exercícios (academia), também são
incluídas caminhadas e atividades extra- classe.
As atividades são adaptadas dentro da capacidade
de cada aluno. Os atendimentos de recreação
infantil acontecem em grupos de aproximadamente 6
crianças, levando em conta a idade e limitações.
Estes grupos são atendidos uma vez por semana
e a duração é de 60 minutos cada
atendimento. Em todos os atendimentos é dado
enfoque à utilização de músicas
de diferentes ritmos.
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| Estimulação
Visual |
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Descrição:
a Estimulação Visual pode ser entendida
como um conjunto de procedimentos sensibilizadores
da capacidade perceptiva visual, objetivando o emprego
adequado da visão de portadores de comprometimentos
ópticos diversos não passíveis
de correção refrativa satisfatória.
Objetivo: proporcionar ao aluno experiências
em situações que propiciam o desenvolvimento
das funções ópticas defasadas,
estacionárias ou latentes.
Público alvo: além
das pessoas com visão subnormal, os amblíopes
e os que possuem distúrbios de alta refração.
Dos três grupos mencionados o que exige prioridade
em termos de atendimentos educacionais é o
grupo de significativa redução de Acuidade
Visual que acarreta complicações no
desenvolvimento global da aprendizagem e no desempenho
da vida cotidiana. Os atendimentos são oferecidos
para alunos sem limite de idade e de visão
subnormal com menos de 30% de visão.
Período de realização:
atendimento individualizado de cinqüenta minutos
em uma ou duas sessões semanais de acordo com
o programa estipulado através do estudo de
caso. Durante esse atendimento são usados materiais
específicos para a estimulação
das três funções ópticas:
óptica, perceptiva e viso- perceptiva, para
o desenvolvimento funcional da visão e foi
estruturado de forma hierarquizada buscando o desenvolvimento
destas funções. O ILITC dispõe
de uma fotocopiadora para ampliação
de textos, provas e livros, possui também sala
especial escurecida com blackout, um computador para
realizar atividades específicas de estimulação
visual, lupa eletrônica, luminárias,
jogos e brinquedos.
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Informática Especializada |

Descrição: acesso à informática para alunos cegos
e com visão subnormal através do uso
de recursos oferecidos por softwares especialmente
preparados. Esses softwares suprem a deficiência
visual através de recursos sonoros, oferecendo
um retorno sonoro das informações
mostradas no vídeo.
Objetivo : O programa de informática
tem como objetivo geral habilitar a pessoa com deficiência
visual (total ou parcial) no uso do microcomputador
dando-lhe oportunidade de ampliar seus conhecimentos
e a posterior inserção no mundo tecnológico.
Público alvo: deficientes
visuais totais ou com visão subnormal, acima
de 7 anos de idade. O atendimento é dividido
em dois segmentos:
Apoio Escolar com o Auxílio do Computador – Com direcionamento pedagógico,
este programa visa despertar nas crianças
em idade escolar e adolescente o interesse pela
informática através de atividades
lúdicas, além de treinar os alunos
em idade escolar para o uso do microcomputador como
auxilio em suas atividades pedagógicas.
Informática com direcionamento profissionalizante – este programa tem o objetivo de preparar
a pessoa com deficiência visual para que se
torne apta a assumir um posto no mercado de trabalho
onde a informática se faça necessária.
Período de realização: o trabalho é realizado através de
módulos com duração de 6 meses
cada, com 8 horas semanais de aulas.
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| Oficina Pedagógica |

Descrição: atividade que desenvolve
habilidades de vida diária; de comportamento;
psicossociais; acadêmicas, motoras, táteis;
de trabalho e de produtividade, mobilizando mecanismos
internos de apropriação da riqueza do
mundo social e cultural que o cerca, aprendendo a
utilizar os sentidos remanescentes.
Objetivo: as atividades ofertadas
visam proporcionar aos alunos a aquisição
de hábitos, experiências e atitudes indispensáveis
para seu ajustamento social, vocacional, de forma
global, baseado numa série de experiências
integradas com a finalidade de ajustar o deficiente
visual a sua realidade.
Público alvo: deficientes
visuais totais e de visão subnormal a partir
de 14 anos.
Período de realização:
este programa é dividido em níveis,
com graus de dificuldades crescente. O aluno, durante
as atividades da oficina, tem a oportunidade de aperfeiçoar
as habilidades necessárias para desempenho
de tarefas que dependam das percepções
e desenvolvimento dos seus sentidos remanescentes
e adquirir segurança para ingressar numa oficina
profissionalizante.
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| Orientação
e Mobilidade (O.M.) |
Descrição:
a O.M. permite que o deficiente visual cego ou de
visão reduzida adquira capacidade de locomover-se
nos diversos espaços: casa, escola, comunidade,
etc. e ao dominar tais espaços possa sentir-se
inserido neles com autonomia, independência
e naturalidade sentindo-se mais auto confiante.
Objetivo: o treinamento de O.M.
tem por objetivo proporcionar ao deficiente visual
o desenvolvimento de habilidades tais como: equilíbrio,
lateralidade, noção espacial, percepção
auditiva e tátil, consciência corporal,
postura, ritmo, atenção, concentração,
auto-estima que são pré-requisitos básicos
para torná-lo apto à locomoção
independente.
Público alvo: deficientes
visuais (cego/ visão subnormal severa), independente
da idade.
Período de realização:
o treinamento é realizado de forma individual,
com dois atendimentos semanais e em alguns casos,
apenas um atendimento semanal, com duração
de 60 minutos no início, podendo estender-se
até a 120 minutos de acordo com a necessidade
exigida pelas técnicas que se tornam mais complexas
no decorrer do treinamento.
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| Sorobã |

Descrição: Sorobã ou
Ábaco é um instrumento de calcular de
origem milenar largamente usado nos Países
orientais. No Brasil foi adaptado para o uso das pessoas
com deficiência visual nos anos quarenta.
Objetivo: desenvolver o raciocínio
lógico – matemático através
de cálculos matemáticos efetuados no
instrumento. Além da aprendizagem da utilização
do instrumento de cálculo e registro em Braille
dos resultados numéricos, a atividade disponibiliza
aos alunos jogos matemáticos adaptados.
Público alvo: oferecido preferencialmente
aos alunos cegos e com baixa visão onde o comprometimento
visual os impedem de efetuar os cálculos da
forma convencional (em tinta).
Período de realização:
o período total de duração depende
do rítmo de cada aluno, podendo se estender,
por exemplo, pelo período em que estiver frequentando
o ensino regular.
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